Possibilidade...
Adoro esta palavra esperançosa.
Faz maluco pensar que tem chance de optar por algo.
Finda assim: dia não, dia sim,
Um prato de feijao com bastante agrotóxico.
E lá na lonjura do sertão,
Chegou mac, chegou big e chegou feliz.
Um milhao tem em qualquer galinheiro,
Com maça envenenada como nos contos da carochinha,
que hoje assistimos em 3D pelo quadrado da televisao.
Fui visitar o Seu João,
Em uma plantação na divisa do Uruguai.
Vi maça no pé. Tinha a cor da mulher do Seu Raposo.
A pobre loirinha tava com a orelha inflamada
De tanto ouvir cantos de passarinhos
Agonizando no terreiro dos business.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Há muito tempo
É contra o vento.
Tempo nenhum
Em lugar algum
Pode aliviar:
Agora
Porque o Agora
é a hora que tem segundos
e primeiros
mandamentos
Precisa do tempo de cura
Não se sabe quanto leva
Depende do caso
E o acaso ajuda
Posso me entregar à hora
Sem matemática,
rimá-la
com gramática
e fudê-la
na cama entre lençois
O tempo não é curto
Nem longo
Apenas tem intensidade, a sua
mais valia,
Nesse território do foi
E não é mais.
O fim dos tempos
Não assusta ao tempo
Quando o tempo é precipício
Pouco importa
Se é soneto ou carta de suicídio
(Começo a perceber isso às 04:17)
Agora a hora ora e eu rio.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
flor da vida
Oriundo de uma desordem de peças de pensamentos
Pode ser um desafino de tons,
Um sensacional arranjo de novas notas,
Não tem sentido,
Mas se sente na pele
E no ouvido
A desarmonia.
E eu ia por essa estrada
Do desejo de estar
Sempre em sintonia
Despertei
Dessa vontade
De previsibilidade.
Me agrada o caos,
Os movimentos mediados pela desordem
Esta oração caótica
Tem poder quando explode,
Pelo ódio ou combustão,
A inércia do ócio
Do tudo bem,
Tudo incrível
Amém.
Na beira de um rio
O canto das cigarras
Anuncia calor
Não tem dorAnuncia calor
Mas tem morte.
Minhas palavras não são claras,
Nem ligeiras,
E são cheias de defeito.
Poderia eu chegar
Ao grau mais elevado da perfeição deshumana?
Sou apenas um coração que quer ser alado em asas próprias.
domingo, 7 de novembro de 2010
flor de laranja
Experimenta o doce-amargo da bebida
melada,
pode fazer de mim o que
quiser, pode eu fazer
o reino do sim, sem senhor
eu rainha de mim, com amor
carinha de carinho, raios chuvosos
aguas das fontes, prazer-escorrem
pela pele cor-de-rosa
borram as memórias.
acho que é o amor,
meus lábios mais inchados
acho que é o amor,
minha pele mais úmida
acho que é o amor,
olhos molhados
acho que é o amor,
o pensamento altivo
rasga os céus
das montanhas, escorregam espumas brancas
véu de noiva, tão gelado e forte
aquece,
coração derrete
as limas do peito,
sumo do amor.
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