sexta-feira, 12 de novembro de 2010

flor da vida

O desconcerto,
Oriundo de uma desordem de peças de pensamentos
Pode ser um desafino de tons,
Um sensacional arranjo de novas notas,
Não tem sentido,
Mas se sente na pele
E no ouvido
A desarmonia.

E eu ia por essa estrada
Do desejo de estar
Sempre em sintonia
Despertei
Dessa vontade
De previsibilidade.

Me agrada o caos,
Os movimentos mediados pela desordem
Esta oração caótica
Tem poder quando explode,
Pelo ódio ou combustão,
A inércia do ócio
Do tudo bem,
Tudo incrível
Amém.

Na beira de um rio
O canto das cigarras
Anuncia calor
Não tem dor
Mas tem morte.

Minhas palavras não são claras,
Nem ligeiras,

E são cheias de defeito.

Poderia eu chegar
Ao grau mais elevado da perfeição deshumana?

Sou apenas um coração que quer ser alado em asas próprias.

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