segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Quero falar do tempo que,
Há muito tempo
É contra o vento.

Tempo nenhum
Em lugar algum
Pode aliviar:
Agora

Porque o Agora
é a hora que tem segundos
e primeiros
mandamentos

Precisa do tempo de cura
Não se sabe quanto leva
Depende do caso
E o acaso ajuda

Posso me entregar à hora
Sem matemática,
rimá-la
com gramática
e fudê-la
na cama entre lençois

O tempo não é curto
Nem longo
Apenas tem intensidade, a sua
mais valia,
Nesse território do foi
E não é mais.

O fim dos tempos
Não assusta ao tempo
Quando o tempo é precipício
Pouco importa
Se é soneto ou carta de suicídio

(Começo a perceber isso às 04:17)

Agora a hora ora e eu rio.

Um comentário:

  1. "Quando o tempo é precipício", muito bom minha linda, o tempo te faz bem feito vinho do bom porto, um rose que não existe...

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