quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Vênus

No seu colo quente
Desfruto calma 
Um gole de alma
E vontade de poder.

Tudo o que há de bom 
Cria o que eu divido
E ainda me entorna
Uma boa dose de mim.

Sinto-me rara,
Como a lua clara
A única a iluminar
A escuridão dos caminhos densos

De lado,  pela frente
Trás,
Por baixo, 
Estímulos do alto,
Que no meio quente
Se tornam consistentes.

Testemunho
Aos olhos da carne
O que escorre e evapora
No afago dessas tuas
Partes nuas
E ocultas.

Entrego-me
Ao sensorial fato
De tê-lo em meu,
Mais alto,
Ato humano.

Me divido em parte inteira
Nessa brincadeira
Na pele do meu desejo
De te amar.


Minha culpa, desculpa
Cobra, envenena,
Só, me livro dela,
Nas possibilidades
Excitadas pelo amor.


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