terça-feira, 3 de agosto de 2010

À só ou à mais



Neste tempo sem você

Acreditei que tentava achar um jeito de te esquecer

Comecei a colocar a minha voz pro mundo,

Em clamor

Sem reclamar do seu amor


Até que você desapareceu dos meus sonhos

Seu lugar não foi ocupado por outro

Me fortaleço dentro dos meus passos

Este vazio, ar fresco, força e luz


Loucura e solidão se misturam

Minha alma em estado de dormência

Um mosaico de sensações me desperta

Já não me lembro da última briga de amor


Ele, o amor

Não pertence a ninguém,

é tão livre e tão meu

Dentro de mim sobrevive,

E quer viver


Ela, a espera

Navega para o novo

Que ainda é tão solto e voa

Concentra, fecha o olho

E quer abrir


Pelo caminho do nada a seguir

Arrastam-se as estradas,

Em imagens impressionistas

A 30 quadros

Aterrisa

São os anos

Até aqui.


Procuro então um mestre,

Razão ou amor

Que signifique

E force o movimento


Este algo inexplicável que quer o outro

Como a poesia quer a palavra e depois não quer mais

As ilusões da vida, à só ou à mais.




2 comentários:

  1. Nossa que lindo! Esse Post, renderia uma música linda ... Algo se pensar ... Amei toda narrativa ...

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  2. mandaver jeff!!! obrigada querido e até breve! bjs

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