domingo, 9 de março de 2014
No seu colo quente desfruto calma, um gole de alma e vontade de poder
Tudo o que há de bom cria o que eu divido
E ainda me entorna uma boa dose de mim
Sinto-me rara como a lua clara
A única a iluminar a escuridão dos caminhos densos
De ladinho, por trás
Estímulos que no meio quente
Se tornam consistentes
Testemunho, aos olhos da carne,
O que escorre no afago dessas tuas
Partes nuas
E ocultas
Entrego-me ao sensorial fato de tê-lo em meu mais alto
Ato humano
Me divido em parte inteira
Nessa brincadeira de pele e desejo
De te amar
Minha culpa, desculpa
Cobra, envenena
Só me livro dela
Nas possibilidades
Excitadas pelo amor
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Possibilidade...
Adoro esta palavra esperançosa.
Faz maluco pensar que tem chance de optar por algo.
Finda assim: dia não, dia sim,
Um prato de feijao com bastante agrotóxico.
E lá na lonjura do sertão,
Chegou mac, chegou big e chegou feliz.
Um milhao tem em qualquer galinheiro,
Com maça envenenada como nos contos da carochinha,
que hoje assistimos em 3D pelo quadrado da televisao.
Fui visitar o Seu João,
Em uma plantação na divisa do Uruguai.
Vi maça no pé. Tinha a cor da mulher do Seu Raposo.
A pobre loirinha tava com a orelha inflamada
De tanto ouvir cantos de passarinhos
Agonizando no terreiro dos business.
Adoro esta palavra esperançosa.
Faz maluco pensar que tem chance de optar por algo.
Finda assim: dia não, dia sim,
Um prato de feijao com bastante agrotóxico.
E lá na lonjura do sertão,
Chegou mac, chegou big e chegou feliz.
Um milhao tem em qualquer galinheiro,
Com maça envenenada como nos contos da carochinha,
que hoje assistimos em 3D pelo quadrado da televisao.
Fui visitar o Seu João,
Em uma plantação na divisa do Uruguai.
Vi maça no pé. Tinha a cor da mulher do Seu Raposo.
A pobre loirinha tava com a orelha inflamada
De tanto ouvir cantos de passarinhos
Agonizando no terreiro dos business.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Há muito tempo
É contra o vento.
Tempo nenhum
Em lugar algum
Pode aliviar:
Agora
Porque o Agora
é a hora que tem segundos
e primeiros
mandamentos
Precisa do tempo de cura
Não se sabe quanto leva
Depende do caso
E o acaso ajuda
Posso me entregar à hora
Sem matemática,
rimá-la
com gramática
e fudê-la
na cama entre lençois
O tempo não é curto
Nem longo
Apenas tem intensidade, a sua
mais valia,
Nesse território do foi
E não é mais.
O fim dos tempos
Não assusta ao tempo
Quando o tempo é precipício
Pouco importa
Se é soneto ou carta de suicídio
(Começo a perceber isso às 04:17)
Agora a hora ora e eu rio.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
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