domingo, 4 de julho de 2010

Dramática

Muitas coisas tem me angustiado. Até a tinta dessa caneta que colore a minha unha vermelha. Não sai com água, como o meu choro não lava a alma.

Existe este vazio e respeito. Mas não me peça para resistir. Este buraco que não sangra, que não chora e também não cala. Dentro de mim há essa multidão de vozes atormentadas, este imenso mar de amor que quer doar. Doa a quem doer, doe a quem doar. Quero abrir esta imensa passagem que leva ao nada pessoal mundo de nós dois. Dois é o dia da data do segundo dia que peço com toda a força: conecte esta alma nessa outra! Através deste olhar, nesta noite tão calma, te conheço e reconheço. Escorre uma gota do rosto, que nunca se cansa quando a matéria é o nosso encontro. Cai por um imenso mar de possibilidades e vibra toda a água. Espalha a esperança de encontrar você alma amada, em tão doce sabor, boca a boca.

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