Eu e Ela
Mulher do desassosego
Mulher do fim do tunel
Do urro murro dor
Tropa de vento que passa
O diabo que existe
O medo do tempo que passa
Eram os anjos astronautas?
(Existe mais água fora da terra do que nela)
Líquido verde-escuro
Desambiguação que gera
domingo, 11 de outubro de 2015
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Puta & Sacerdotisa
Puta jovem de lingua gasta
Santa de rugas finas e músculo pélvico infantil
O capitalismo é macho e seu falo
penetra nos anais da história
destruindo terras sacras
Crê que o mundo muda em terceira pessoa?
Deus é macho até no coração dos homens.
Quando você foi concebido sua mãe não gozou, por isso é assim, um narciso do sexo sem amor
Deixo pra trás paisagens inúteis, territórios fúteis, com a ponta da lingua escrevo: seu Sêmem tem prazer em Conquistar, Devastar e Cair Fora.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Dramática
eu me forço,
eu me esforço
eu me esboço
a cabeça baixa
os pés no chão
a mente no mundo
a palavra muda
quero dizer
aquilo que não
sai da entrelinha
reparo em mim
que pontuo a fala
crio certezas
destruo o tempo
só e só
pretérito mais que perfeito
eu teria você na cama
eu me esforço
eu me esboço
a cabeça baixa
os pés no chão
a mente no mundo
a palavra muda
quero dizer
aquilo que não
sai da entrelinha
reparo em mim
que pontuo a fala
crio certezas
destruo o tempo
só e só
pretérito mais que perfeito
eu teria você na cama
se eu não tivesse desistido
em modo imperativo eu insisto
amor possível detesto você
prefiro o outro futuro do pretérito
veria-lhe-ia como nunca vi
até cheirar minha pele
meus olhos terão te olhado
presente do desejo
a sussurrar amor
este papel
me tira a vida vivida
me trás aqui
eu piso dentro
me rasgo toda
fico nua pra você
que não sabe quem eu sou
mas eu te supervalorizo
em modo imperativo eu insisto
amor possível detesto você
prefiro o outro futuro do pretérito
veria-lhe-ia como nunca vi
até cheirar minha pele
meus olhos terão te olhado
presente do desejo
a sussurrar amor
este papel
me tira a vida vivida
me trás aqui
eu piso dentro
me rasgo toda
fico nua pra você
que não sabe quem eu sou
mas eu te supervalorizo
domingo, 23 de novembro de 2014
Poesia para dias nublados
Neste tempo sem você
Acreditei achar um jeito de te esquecer
Comecei a colocar a minha voz pro mundo
Em clamor
Sem reclamar do seu amor
Até que você desapareceu dos meus sonhos
Seu lugar não foi ocupado por outro
Me fortaleço dentro dos meus passos
Este vazio
Ar fresco
Força e luz
Loucura e solidão se misturam
Minha alma em estado de dormência
Um mosaico de sensações me despertam
Já não me lembro da última briga de amor
Ele, o amor
Não pertence a ninguém
é tão livre e tão meu
Dentro de mim sobrevive
E quer viver
Ela, a espera
Navega para o novo
Que ainda é tão solto e voa
Concentra, fecha o olho
E quer abrir
Pelo caminho do nada a seguir
Arrastam-se os anos
Até aqui
Procuro então um mestre,
Razão ou amor
Que signifique
E force o movimento
Este algo inexplicável que quer o outro
Como a poesia quer a palavra e depois não quer mais
As ilusões da vida,
a sós ou a mais
Acreditei achar um jeito de te esquecer
Comecei a colocar a minha voz pro mundo
Em clamor
Sem reclamar do seu amor
Até que você desapareceu dos meus sonhos
Seu lugar não foi ocupado por outro
Me fortaleço dentro dos meus passos
Este vazio
Ar fresco
Força e luz
Loucura e solidão se misturam
Minha alma em estado de dormência
Um mosaico de sensações me despertam
Já não me lembro da última briga de amor
Ele, o amor
Não pertence a ninguém
é tão livre e tão meu
Dentro de mim sobrevive
E quer viver
Ela, a espera
Navega para o novo
Que ainda é tão solto e voa
Concentra, fecha o olho
E quer abrir
Pelo caminho do nada a seguir
Arrastam-se os anos
Até aqui
Procuro então um mestre,
Razão ou amor
Que signifique
E force o movimento
Este algo inexplicável que quer o outro
Como a poesia quer a palavra e depois não quer mais
As ilusões da vida,
a sós ou a mais
terça-feira, 22 de julho de 2014
Parar
Recuar
É coisa de flecha
Que só se lança
Quando mira o sol
Certo mesmo é o desejo
To inventariando "os meus"
Cansei de amor velho
Faço amor
Com os meus cinco dedos
Mas não caio mais
Nas garras da sua falta
Nem sempre o espelho reflete
A imagem projetada
É preciso saber o milagre do santo
Antes de rezar
Revele a sombra
Recuar
É coisa de flecha
Que só se lança
Quando mira o sol
Certo mesmo é o desejo
To inventariando "os meus"
Cansei de amor velho
Faço amor
Com os meus cinco dedos
Mas não caio mais
Nas garras da sua falta
Nem sempre o espelho reflete
A imagem projetada
É preciso saber o milagre do santo
Antes de rezar
Algo novo venha sem pressa
Este imenso mar de amor
Que quer doar, dói
Não me peça para resistir
Ao burraco que não sangra
A multidão de vozes que não cala
Revele a sombra
Da parede descascada
Amor não se dita nem dura segunda-feira, 19 de maio de 2014
domingo, 9 de março de 2014
No seu colo quente desfruto calma, um gole de alma e vontade de poder
Tudo o que há de bom cria o que eu divido
E ainda me entorna uma boa dose de mim
Sinto-me rara como a lua clara
A única a iluminar a escuridão dos caminhos densos
De ladinho, por trás
Estímulos que no meio quente
Se tornam consistentes
Testemunho, aos olhos da carne,
O que escorre no afago dessas tuas
Partes nuas
E ocultas
Entrego-me ao sensorial fato de tê-lo em meu mais alto
Ato humano
Me divido em parte inteira
Nessa brincadeira de pele e desejo
De te amar
Minha culpa, desculpa
Cobra, envenena
Só me livro dela
Nas possibilidades
Excitadas pelo amor
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