terça-feira, 22 de julho de 2014

Parar
Recuar
É coisa de flecha
Que só se lança
Quando mira o sol

Certo mesmo é o desejo

To inventariando "os meus"
Cansei de amor velho

Faço amor

Com os meus cinco dedos
Mas não caio mais
Nas garras da sua falta 

Nem sempre o espelho reflete

A imagem projetada
É preciso saber o milagre do santo
Antes de rezar


Algo novo venha sem pressa
Este imenso mar de amor
Que quer doar, dói

Não me peça para resistir
Ao burraco que não sangra
A multidão de vozes que não cala

Revele a sombra 
Da parede descascada
Amor não se dita nem dura