
Olhava para o relógio e num instante
O dia foi-se, a luz apagava
Despertei para a vida, eterna viagem
Desde então trabalho na estrada
Procuro a encruzilhada que escuta a voz das esquinas
O exato ponto, onde não há chegada, nem partida
Cá estou, e sigo em frente
O presente exige passos
Na dor que já não dói
O intervalo se desfaz
Tropeço no desejo do infinito
Caio na tentação do impossível
Rumo ao ideal do querer nada
Apaixo-nada.

