segunda-feira, 28 de junho de 2010



Sabe quando nada?

Olhava para o relógio e num instante
O dia foi-se, a luz apagava
Despertei para a vida, eterna viagem
Desde então trabalho na estrada
Procuro a encruzilhada que escuta a voz das esquinas
O exato ponto, onde não há chegada, nem partida
Cá estou, e sigo em frente
O presente exige passos
Na dor que já não dói
O intervalo se desfaz
Tropeço no desejo do infinito
Caio na tentação do impossível
Rumo ao ideal do querer nada
Apaixo-nada.





quarta-feira, 23 de junho de 2010

CONVITE ROMANCE



Eu me forço,
eu me esforço
Eu esboço.

A cabeça baixa,
os pés no chão,
a mente no mundo
A palavra muda.

Eu quero dizer,
aquilo que não sai da entrelinha.
Reparo em mim,
que pontuo a fala,
crio certezas,
destruo o tempo.
Só e só.

Futuro do presente preencherei você,
vazio presente eu me entrego.
Em modo negativo eu resisto,
mais uma noite não me lanço a você.
Pretérito mais que perfeito eu teria você na cama,
se eu não tivesse desistido.

Em modo imperativo eu insisto,
amor possível detesto você.
Prefiro o outro futuro do pretérito,
veria-lhe-ia como nunca vi.
Até cheirar minha pele,
meus olhos terão te olhado presente do desejo,
a sussurar amor.

Este papel,
me tira a vida vivida,
me trás aqui,
 eu piso dentro,
me rasgo toda,
fico nua pra você,
que não sabe quem eu sou,
Mas eu te supervalorizo.

SER DE CISÃO

foto Alejandro Jodorowsky -filme "The Holy Montain"

EXISTO, DESISTO, INSISTO
ISTO, LÓGICA MENTE
SÓ ISSO, JÁ É
SER DE CISÃO